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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Câncer com Otimismo

Ontem, passeando pela internetê parei pela fanpage "Câncer com otimismo" e li esse trecho tão legal, sobre memórias, lembranças, vida e refleti sobre como as pessoas lembram de mim, como passei pela vida de cada um. Vale a pena compartilhar!

Que você se lembre de mim não quando ouvir falar de câncer, mas quando ouvir falar de cura, fé, alegria e otimismo.
Lembre-se de mim quando te fizerem cócegas, quando te beijarem irritantemente.
Quando fizerem paródias idiotas de música pop com o teu nome ou quando ouvir um R gaúcho.
Lembre-se de mim quando comer estrogonofe, tomar caipirinha de morango, suco de graviola e Baileys ou Amarula em copinhos vindos de várias partes do mundo.
Lembre-se de mim quando subir numa árvore ou quando bater vontade de ficar na cama num sábado preguiçoso.
Lembre-se de mim quando alguém chorar assistindo uma comédia romântica (ou um desenho animado!).
Lembre-se de mim quando sentir o amor de Deus queimando o teu coração (me ama, Ele me - e te - ama!).
Lembre-se de mim quando alguém tentar te convencer através de ditados populares e frases de efeito...
Lembre-se de mim quando ouvir aquele jazz sensual, aquele samba alegre ou um forró divertido.
Eu sempre disse que dançar é escrever com o corpo, então leia o meu nome quando assistir a uma dança. E dance. Sonhe, ria, viva, ame sem medidas.
Nunca é tarde para recomeçar.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

‘The draft’ - Livro de menina que morreu após um aneurisma

Passeando pela internet vi uma reportagem curiosa, a cerca do ‘The draft’. O livro foi escrito como forma de homenagem, pois a escritora morreu após o rompimento de um aneurisma:

A reportagem nos trás a certeza do que já sabemos, o aneurisma quase sempre é fatal e silencioso. Pena que não seja um livro de superação pós aneurisma e sim um livro de memórias antes de um aneurisma.

Encontramos poucos relatos de quem passou por isso, como enfrentaram ou enfrentam o período de recuperação, as milhões de perguntas que veem a mente, as frustrações com a velocidade do raciocínio, enfim... Só que passou por isso e sobreviveu, sabe como realmente é conviver com a certeza de que você agora é diferente.


Sabe, esse meu retorno ao trabalho está sendo um constante desafio. Tenho e tento me manter equilibrada e com um único pensamento: tenho que respeitar meus limites, sem me deixar abater por esses mesmos limites. Mas, confesso que é bem difícil.


Quando você volta (ou pelo menos tenta) estabelecer sua rotina de antes, um fato curioso que acontece, é que as pessoas que fazem parte da sua rotina acabam esquecendo que você está em recuperação e começam a lhe cobrar como a pessoa que você era antes do aneurisma. Entender, compreender, relevar e manter a mente abstraída desse fato é realmente bem difícil. 


Vez ou outra entro em parafuso com isso, mas nada que uma boa conversa com o Roriz não resolva e me faça voltar aos eixos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Um ano e muito à agradecer!

Sabe, há exatamente 1 ano atrás estava sozinha em casa com uma dor de cabeça insuportável e que só deu tempo pedir socorro até apagar. 

Fui socorrida pelo Rorix Pinheiro e sua mãe, levada ao Hospital da Unimed semi-inconsciente e, os que me acompanhavam, ainda não sabiam o que tinha. Por volta da noite é que identificaram um aneurisma rompido e outro prestes a se romper, na minha cabeça. Fui operada às pressas e daí em diante, se sobreviveria ou não, estava nas mãos de Deus.

Passei 42 dias no Hospital, só lembro dos 10 últimos. As sequelas, hoje, são praticamente imperceptíveis. Mas, durante esses 12 meses, foram muitas barreiras vencidas e ainda tenho muitas outras para vencer. Meu lado direito está com a coordenação motora de uma criança de 8 anos, mas isso não me impediu de reabilitar o lado esquerdo e isso inclui: escrever, escovar os dentes, comer... dos movimentos mais básicos aos mais afinados. Esse tempo parece pouco e muito ao mesmo tempo, até porque ainda tenho muitos outros obstáculos.

Depois que a gente passa por isso, descobre uma enorme força e não sabe explicar de onde ela vem. Descobre que a gente pode perder bens materiais, mas que o AMOR, AMIZADE e COMPANHEIRISMO são eternos.

Primeiramente agradeço a Deus, Ele não tem facebook e muito menos usa internet, mas me ouve todos os dias. Agradeço todos os dias pela paciência, amor e amizade do Rorix, que me acompanhou e ainda acompanha, me deixou à par do assunto, me incentivou a romper todas as dificuldades motoras, me alegrou nos dias de tristeza, pesquisou muito sobre o assunto, terapias, clínicas especializadas e cuida dos meus horários e remédios.

Agradeço pelos meus pais e pelo exemplo de força da minha mãe (Raimunda Cavalcante) que me ensinou durante toda a vida que o mais importante na vida é a gente "não desistir, jamais", pelo meu Pai (que na sua chatice, me ensinou a ter regras e estabelecer metas), pelos meus amigos e amigas Ana DantasEulália CoelhoRafaela CoelhoAdriana BarrosSoraia FelixFernanda RochaSocorro Vale, às minhas tias Dora Ferreira e Miriam que se dividiram como puderam pra dormir comigo ou ficar o dia no hospital me acompanhando. Agradeço também aos pais do Rorix pela hospitalidade que me deram durante um período que fiquei na casa deles. Agradeço aos que foram me visitar, aos que intercederam por mim.

Um beijo mais do que especial pra minha Dedete e minha gêmula Rafinha, que tiveram que sofrer de longe e praticamente arrumaram as malas pra vir pra cá. Diz pra Dedete viu Júnior, Sandra e Marcelo.

Enfim, tudo só tenho a agradecer. E, se hoje estou aqui agradecendo é pelas muitas orações de vocês, pela força que me deram em algum momento desse período.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Terapia Ocupacional


O meu plano de saúde não aprovou as sessões com o terapeuta, isso deveria ser uma novidade, mas não é. Aliás, se o SUS é ruim, o sistema particular de saúde tá bem pior. Você paga caro e tem direito a pouquíssimas coisas. Descobri que o exame de TP, no plano de  co-participação seria cobrado em torno de R$14,00 e se pagasse na hora me custaria R$3,90, desde então só pago a vista.

Enfim, andei pesquisando na internet alguns exercícios para coordenação motora e vi que a pintura, desenho de linhas e curvas seria bom tanto para a coordenação quanto para a memória, então... Imprimi algumas coisas, separei umas coisas que tinha guardado e mãos à obra!

Tenho notado algumas melhoras, por exemplo, já consigo escrever meu nome com a mão direita, mas não deixei de lado a escrita com a esquerda, que tem melhorado a cada dia. Minha memória está melhorando quanto a fixação de algumas rotinas, tipo, consigo lembrar de alguns capítulos (do dia anterior) da novela, pode parecer bobo, mas já é um avanço.