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quinta-feira, 30 de maio de 2013

O modo de lidar com a pressão psicológica...

Essa seria a tática a ser escrita, mas não existe tática.

Voltei a trabalhar, como já disse por aqui... e, como esperado, as coisas não estão fáceis. Ontem, conversando com um funcionário do departamento, ele disse exatamente o que está acontecendo, não sei se essa é apenas a visão dele ou se é a visão do meu chefe também.

Antes do aneurisma eu era uma pessoa extremamente ágil, nas ações, no pensamento e para desenrolar diversas situações. Agora, demoro bastante para processar uma única informação, sou lenta para escrever e confundo informações. Vou dar um exemplo, antes para dimensionar um grupo gerador para determinado cliente, demorava apenas alguns minutos. Hoje, passo o dia todo para fazer apenas um e ainda esqueço de algum detalhe na memória de cálculo.

Outra situação: meu chefe me pediu para verificar algumas informações com uma outra pessoa, depois de muito tentar falar com essa pessoa, consegui manter contato, porém esqueci de perguntar uma única informação... aí já viu, pra voltar a falar com essa pessoa foi-se o resto do dia. Quando ele me pediu as informações, claro, estavam incompletas. O pior de tudo é que quando ele fez, parece mágica, em alguns minutos conseguiu a informação que faltava e eu volto a escutar a famosa frase: "eu resolvo em poucos minutos, não sei qual é a dificuldade". E assim está sendo o meu dia-a-dia no trabalho.

Estou suspeitando que vá ser demitida, ainda é uma suspeita. Mas, confesso que essa situação toda está me causando um mal-estar. Primeiro, porque sei das minhas limitações, depois, por estar sendo submetida a essa pressão psicológica. Enfim, se alguém tiver receita de bolo... favor deixar nos comentários.

Resumindo tudo: uma bosta.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sinto que meus problemas laborais apenas começaram...

Voltei a trabalhar e com isso os meus problemas começaram... Estou à deriva no escritório da empresa, antes era Coordenadora Técnica em uma usina termoelétrica, depois que voltei, fui remanejada para o escritório da empresa e trabalharia na área de aplicações. Retornei dia 24/04 e, desde então, apenas estudo e relembro algumas teorias técnicas, nisso vi que os meus problemas apenas estão começando.

Hoje escutei a célere frase: "como vou lhe ensinar se o básico você não sabe". Não que não saiba, apenas não lembro. E, estudo... mas no outro dia já esqueci de tudo! Também tem o caso de, com o meu afastamento, alguns equipamentos mudaram e outros se tornaram obsoletos. Enfim, o dia hoje não está fácil e a única vontade que tenho é de chorar.

Voltei a trabalhar porque me sentia apta a função que exercia antes, esse problema de fixação da memória já sabia que era um sequela que me acompanharia por um bom tempo, mas também não contava com essas mudanças no trabalho, muito menos nessa cobrança de pegar tudo com um curto intervalo de tempo.

Pode ser que as coisas melhorem ou pode ser que piorem, em todo o caso, o máximo que pode acontecer é ser demitida, o que acho bem mais provável disso acontecer em alguns meses ou semanas. Mas e aí? Como fico? Essa é a pergunta que ainda não tenho resposta. 

O Dr. Avelino passou a Terapia Ocupacional, marquei com a psicóloga para o dia 14/05. Não sei, mas estou considerando em dar entrada novamente no INSS.  Estou pensando seriamente nessa possibilidade, vamos ver até onde vai isso tudo dar.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Como tudo está, tão estranho...

Quando resolvi fazer um diário, pra mim, foi muito difícil. 
Fisicamente, em  primeiro lugar, porque escrever era um desafio enorme, como já disse aqui, minha coordenação motora com a mão direita ainda é um desastre e o fato de só exercitar me deixa cansada física e mentalmente. Depois, relembrar o que passei e  reviver a minha história, mesmo que contada pelo testemunho dos que me acompanharam, foi bastante estressante e talvez tenha sido a parte mais difícil, mais pesada. Passando essa parte, a cada obstáculo vencido e muitos outros ainda em curso, vejo que tudo valeu e ainda vale à pena. Estar escrevendo tudo isso.

Nessa semana resolvi abrir o blog para o público, enviei o endereço aos familiares e amigos, e vi que, pra eles, ainda é muito mais difícil reviver (mesmo que contada) a história. Minha mãe disse: "quando comecei a ler, me deu logo uma coisa ruim e  parei" e, minha amiga Eulália, "estou morrendo de chorar". Mas prefiro pensar que cada  um tem seu modo de encarar as coisas.

Essa é uma coisa curiosa, antes disso, era muito mais emotiva e expansiva. Depois do acontecido, sinto que fiquei mais fria com relação aos sentimentos, não que não me emocione, claro, mas demostrar é muito mais difícil, como se estivesse passando por uma era glacial. Prefiro ficar em casa, do que acompanhada ou em ambientes com muita gente, a Ana Paula (minha amiga, que me deu meu primeiro batom da MAC) foi pra Alemanha e nem sequer fui me despedir dela. Agora, um fato que me deixou alguns dias em estado de choque, foi o falecimento do tio Mota (tio da Eulália), não que não tivesse sentido a sua morte, mas não conseguia entender ou talvez compreender o seu falecimento assim tão repentinamente, fiquei mais de uma semana muito pensativa, como se estive ainda em estado de choque e com isso não conseguia expressar nada, mas só pensar no ontem e no hoje e não conseguia ligar as coisas... enfim, é tudo muito estranho.

Esses são alguns dos fatos que aconteceram, é como se a área dos sentimentos tivessem sido desligadas. Tenho lido depoimentos de outras pessoas, que passaram pela mesma coisa que eu, e a queixa é a mesma, uma constante falta de vontade de socializar, uma pessoa estranha a si e a tudo que a rodeia. Se é difícil para as pessoas compreenderem isso, pra mim é muito mais.