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domingo, 16 de junho de 2013

Avanços de memória

Tenho notado que a minha perca de memória recente melhorou consideravelmente, apesar de que "aquela memória fotográfica" ainda ande sumida, mas a melhora pode ser percebida nessas levas de prova da faculdade. Vou explicar...

Semestre passado, contei por aqui que as minhas avaliações foram um desastre. Inclusive as segundas, chamadas de AV2, que continham questões discursivas. Já nesse semestre, logo nas primeiras avaliações, com as provas objetivas, notei que identificar a questão causava menos confusão e consequentemente escolhia a questão certa, mas ainda vacilava em algumas. E, nessas consegui responder a todas as questões discursivas e é uma vitória, posso ter respondido alguma ou outra errada, posso ter confundido um detalhe ou outro... mas, só em ter respondido já é digno de comemoração!

No trabalho as coisas estão melhorando também, passei a achar que tudo é questão de adaptação e ter muita paciência pro resto. Talvez esse seja o desafio, simpatizo com desafios.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Paciência e Longaminidade

"Longanimidade e Paciência é saber esperar (...)", já dizia uma certa música que aprendi na minha infância. 
Saber esperar e paciência é tudo que temos feito ultimamente, aliás... paciência foi uma palavra que passou a fazer parte da minha rotina, pós aneurisma.

Estávamos morando com os pais do meu marido, mas por um infortúnio tive que vir morar com os meus pais e ele com os dele. Enquanto isso, procuramos apartamento para alugar, que esteja dentro do nosso orçamento e que faça parte da nossa trajetória diária e assim, tudo volta ao normal.

Nesse mês, que não escrevo por aqui, muita coisa mudou. Começaram as aulas da minha faculdade e a do meu marido, no dia 22 desse mês vou voltar a trabalhar e confesso que estou bastante ansiosa pra isso. Minha memória tem melhorado consideravelmente, assim como minha caligrafia com a mão esquerda e a reabilitação da mão direta está bem lenta, mas já consigo escrever minha rubrica.

De umas semanas pra cá tenho tido crises de ansiedade poderosas, as coitadas das minhas unhas é que sofrem. Minha angio-ressonância teve que ser remarcada para abril e só depois disso é que vou marcar o retorno com o neurologista clínico que me acompanha vou aproveitar também para pedir dele um acompanhamento psicológico, acho que já é a hora.

Depois que a gente passa por isso, fica um vazio que não sabemos como preencher. Fico pensando: e se tudo isso não tivesse acontecido? E, se tivesse morrido? São perguntas, sentimentos que afloram e outros que desapareceram. Sinto que, dentro da minha cabeça alguma coisa foi desligada, do tipo, alguns sentimentos como compaixão, alegria e outros precisam de muita força para florescerem, é um exemplo bem resumido... Antes era uma pessoa mais emocional que racional, mas depois disso sinto que as coisas se inverteram e a única emoção que consigo sentir com facilidade é raiva, vai entender.

Tenho respondido alguns tópicos no fórum http://aneurismacerebral.ning.com e isso tem me ajudado e ajudado outras pessoas, atualmente isso é o que importa.